CEDIVIDA promove palestra sobre sinais de perda auditiva e importância do diagnóstico precoce

por | 20 de outubro de 2026 | Destaque, Notícias

O CEDIVIDA realizou, na sexta-feira (16), a palestra “Entendendo o que é uma perda auditiva”, conduzida pelo fonoaudiólogo Natan Louback, da Fonocenter Saúde Auditiva. A atividade abordou os principais sinais de alterações auditivas, seus impactos na qualidade de vida e a importância do diagnóstico precoce. 

A dificuldade para compreender o que as pessoas dizem, mesmo quando é possível ouvir suas vozes, pode ser um sinal de perda auditiva. Reconhecer esse e outros sintomas e buscar avaliação profissional são atitudes importantes para preservar a audição e a qualidade de vida.  

A palestra também contou com a participação do público, que foi convidado a identificar situações comuns relacionadas às dificuldades para ouvir. 

“Eu escuto, mas não entendo”  

Um dos principais alertas apresentados pelo fonoaudiólogo foi a dificuldade de compreender a fala, especialmente durante conversas em grupo ou em ambientes com muito ruído. A pessoa pode perceber que alguém está falando, mas não conseguir distinguir as palavras com clareza, precisando pedir que os outros repitam o que disseram.  

“Eu escuto, mas não entendo” foi a expressão utilizada pelo especialista para explicar essa dificuldade, que pode passar despercebida por muito tempo. Segundo ele, situações como ter dificuldade para acompanhar uma conversa durante as refeições em família, compreender o que é dito ao telefone ou distinguir a fala em ambientes movimentados merecem atenção quando se tornam frequentes.  

Durante a atividade, outros sintomas também foram destacados, como zumbido – que pode se manifestar como apito, chiado ou outros sons sem uma fonte externa, sensação de ouvido entupido, diferenças na capacidade de ouvir entre os dois ouvidos e períodos em que a audição parece melhorar ou piorar.  

O especialista ressaltou que esses sinais podem ter diferentes causas e não confirmam, isoladamente, a existência de perda auditiva. Por isso, a orientação é procurar avaliação profissional para investigar o que está acontecendo e identificar a conduta mais adequada.  

Saúde auditiva também envolve memória e convivência social  

A palestra chamou a atenção para os impactos que as dificuldades auditivas podem provocar além da própria capacidade de ouvir. Quando acompanhar conversas se torna cansativo, algumas pessoas passam a evitar encontros familiares e situações sociais, o que pode favorecer o isolamento e prejudicar o bem-estar emocional.  

Louback também destacou a relação entre audição e funcionamento cognitivo. A perda auditiva está entre os fatores associados ao risco de demência, embora esse risco dependa de um conjunto de condições de saúde e fatores individuais. Nesse contexto, identificar e tratar alterações auditivas é uma medida importante de cuidado integral.  

A preservação da audição também contribui para a comunicação e para a percepção dos sons do ambiente, que podem ser importantes em atividades cotidianas e situações de segurança.   

Diagnóstico e tratamento devem ser individualizados  

Outro tema abordado foi o tratamento da perda auditiva. De acordo com Louback, as alternativas dependem da causa e das características de cada caso. Por isso, a avaliação especializada é fundamental para definir a melhor abordagem, que pode envolver diferentes procedimentos e, quando indicado, o uso de aparelhos auditivos.  

O fonoaudiólogo explicou que a adaptação desses dispositivos exige acompanhamento profissional. A escolha do modelo, os ajustes e as reavaliações fazem parte do processo para que o aparelho atenda às necessidades de cada pessoa e proporcione maior conforto e melhor aproveitamento dos sons.  

O especialista também reforçou que o tratamento não deve ser adiado por receio de usar aparelhos auditivos. A investigação precoce permite conhecer as alternativas disponíveis e iniciar os cuidados adequados para cada situação.   

Cuidados simples fazem diferença  

Entre as orientações compartilhadas durante a palestra esteve a importância de evitar o uso de cotonetes dentro do canal auditivo. A cera possui uma função protetora e sua retirada deve ser feita por um profissional quando houver necessidade. Objetos introduzidos no ouvido podem empurrar a cera para dentro ou provocar lesões.   

Também foi ressaltada a necessidade de procurar atendimento diante de sintomas persistentes, como dor, secreção ou dificuldades para ouvir. Uma redução súbita da audição merece avaliação médica imediata, pois o tempo pode influenciar as possibilidades de recuperação.   

Avaliações auditivas complementaram a atividade  

Após a palestra, a equipe da Fonocenter Saúde Auditiva realizou avaliações auditivas com os participantes e ofereceu orientações individuais, ampliando a oportunidade de esclarecer dúvidas e verificar a necessidade de investigação especializada.  

A iniciativa reforça o compromisso do CEDIVIDA com a promoção da saúde, a prevenção e a qualidade de vida da pessoa idosa. Ao ampliar o acesso à informação e incentivar a atenção aos sinais do próprio corpo, atividades como essa contribuem para que o envelhecimento seja vivido com mais autonomia, participação social e cuidado.