Ao longo de nossa jornada, vivemos experiências que formam nosso jeito de ser, de viver e de parecer. Onde construímos nossa singularidade e personalidade. Essa persona construída está constantemente em conflito com o ideal proposto pela sociedade e pela mídia.
Uma padronização que busca uma perfeição inalcançável, com tantos modelos e exemplos a seguir, acabamos nos sentindo pressionados a nos adaptar a determinado perfil. Na maturidade, a concepção de perfeição pode ser imposta como uma aparência jovial e uma busca constante em provar que se é útil e produtivo. As redes sociais apresentam um padrão a ser seguido, e quem não se encaixa se torna deslocado ou excluído.
Assim, a aposentadoria pode se tornar um fardo ou até uma rotulação de quem não tem mais como contribuir para a sociedade. Sendo assim o indivíduo perfeito é aquele que faz a economia girar e acontecer, está ativo no mercado de trabalho e não demonstra fragilidade. Porém, ajudar a comunidade não se trata somente de trabalhar, comprar e ser útil. Ser perfeito, vai muito além de atender às expectativas que os outros têm de nós.
Deste modo, a perfeição física, se assim podemos chamar, seria olhar no espelho e se reconhecer, ter orgulho de quem você é, dos sinais que foram surgindo ao longo do tempo. Uma pele perfeita não é uma pele sem rugas, mas uma pele bem cuidada, talvez ela tenha marcas do sol, porque lá atrás não se sabia dos cuidados necessários. Mas hoje é possível se cuidar e se orgulhar da imagem que reflete, e que conta tantas histórias sem precisar dizer nenhuma palavra.
A perfeição intelectual não consiste em colecionar diplomas e títulos, mas saber que todo dia é possível aprender algo novo, e aceitar que não precisamos saber de
tudo sempre, nem ter todas as respostas. A perfeição é a harmonia em saber que todos somos humanos e imperfeitos, a perfeição não é o fim, mas o processo constante de ser amanhã melhor do que somos hoje.

